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PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE
Em Portugal, à semelhança do que acontece no Japão, a taxa de natalidade decresce, ao lado do avanço abrupto do envelhecimento populacional. Prevê-se que a proporção de idosos será de 1 entre 4 indivíduos, em 2020, e de 1 entre 3, em 2050. Em termos concretos, quer dizer que, ao lado do gradual encolhimento da faixa etária economicamente produtiva e do contingente infantil, se verifica um acentuado aumento da população de idosos carentes de cuidados médicos. Trata-se de um problema crucial para o indivíduo ? obviamente ? bem como para a sociedade e o Estado, frente aos vultosos encargos com cuidados e tratamento médico, o qual põe em risco o sistema de previdência e clama medidas urgentes. Acresce que, actualmente, 60% das mortes são devidas às ditas “doenças crónico-degenerativas”, quais sejam os acidentes vasculares cerebrais, as patologias cardíacas ou os vários tipos de cancro, dentre outras. Trata-se de enfermidades intimamente relacionadas com o estilo de vida, provocadas por hábitos alimentares desequilibrados, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, sono insuficiente, alta carga de stress, etc. A título de ilustração, este tipo de enfermidade é responsável no Japão por gastos médicos que orçam a cifra dos 7500 mil milhões de ienes, instando as autoridades a buscar de imediato formas de contenção. Até hoje, a táctica mais popular no combate às doenças consistiu na prevenção secundária, por meio de rastreios, por exemplo, ou na prevenção terciária, quando o doente recorre a um bom médico ou hospital. Contudo, os exames de saúde para a detecção precoce têm os seus limites. Sabe-se agora que antes de mais é preciso antecipar uma outra acção: a prevenção primária, eliminando-se os factores de risco sobre os quais se pode ter controlo. Por outras palavras, nota-se tendência de um maior cuidado no cultivo de hábitos quotidianos higiénicos, que garantam a manutenção da saúde.
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