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Instituto Terapêutico
Instituto Terapêutico
 
 
Basicamente, o instituto terapêutico, ao lado do Zuissen-Kyô, apresenta-se como o espaço de apoio das pessoas que têm em mente formar o seu lar belo, introduzindo no dia-a-dia o método de saúde e bem-estar Okada.
 
Para além do atendimento clínico feito por médico da medicina ocidental moderna, o Instituto Terapêutico concorre para a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida do utente oferecendo-lhe a terapia depurativa Okada, as terapêuticas de cariz artístico da flor e da cerimónia do chá e informação para a reforma dos hábitos alimentares.
 

 
As principais características do Instituto Terapêutico da MOA são as seguintes:
 
 
1. Promover integralmente a saúde, sem restringir-se ao simples tratamento patológico
“Melhor prevenir do que remediar” ― com efeito, como diz a sabedoria popular, o fundamental não é curar, mas o evitar o aparecimento da enfermidade e é por isso mesmo que no instituto terapêutico se recomenda ao utente fazer do método de saúde preconizado por Mokichi Okada um hábito diário.

Contudo, grande parte dos que procuram o instituto são pessoas que acabaram por adoecer, necessitando do diagnóstico e tratamento da medicina convencional. Em certos casos, procuramos dar boas condições ao paciente para que possa levar a bom termo o tratamento de que necessita num hospital adequado. Um exemplo são portadores de cancro. Seus problemas não são unicamente os sintomas físicos. Muitas vezes estão extremamente angustiados com relação ao futuro ou com uma cirurgia a que têm de se submeter. O instituto procura oferecer o apoio psíquico necessário e propiciar o fortalecimento da faculdade curativa natural a fim de que, paralelamente, possam tratar-se com os recursos da medicina convencional num grande hospital.
 
 
2. Melhorar o quadro clínico, mesmo sem a completa cura
É uma realidade que a medicina moderna não dispõe senão dos analgésicos para tratar as dores do cancro no estádio terminal ou das deformações decorrentes do envelhecimento. Inquéritos respondidos por pacientes do Instituto Terapêutico de Tóquio revelam que perto de 90% sentiram alívio das dores, numa indicação de que se pode esperar uma melhora dos sintomas. Muitos também referiram que o medo diante da morte diminuiu consideravelmente graças ao conforto espiritual que lhes foi dado pela equipe de paramédicos e voluntários do mesmo Instituto.

 
 
3. Exercer uma medicina que privilegia o lado psíquico do utente
 
Há uma crítica generalizada de que os hospitais cuidam da doença mas não do doente. Logicamente, o tratamento clínico não pode nem deve ser descurado, mas é inegável que o exercício da medicina vem sendo feito sem ter em grande consideração o estado mental e moral dos doentes. No Instituto, porém, mantém-se um diálogo com o paciente, procurando-se explicar a necessidade de determinada terapêutica; as outras hipóteses; que consequência terá a eventual a cessação do tratamento em curso; sobre as possibilidades do apoio familiar, diante da opção escolhida, etc, deixando-se a cargo do próprio dar a palavra final sobre o que quer fazer sobre a sua saúde. E qualquer que tenha sido a decisão, o Instituto respeita-a o máximo.
Esta conversação não tem de ser feita exclusivamente pelo médico, podendo dela tomar parte voluntários que passaram por experiência idêntica do doente, permitindo-lhe pensar objectivamente sobre a sua enfermidade e o seu futuro. Na maioria dos casos, torna-se uma mais-valia para que se opte pelo melhor método de tratamento.

Em tais situações, porém, requer-se cautela com o seguinte aspecto. O doente, que se acha psiquicamente combalido, temendo, por exemplo, uma intervenção cirúrgica, recusa-se em geral a consultar o médico e seguir-lhe as prescrições, justificando-se com os mais diversos pretextos. Então, é preciso dialogar muito, mostrando-lhe que o importante não é o facto de submeter-se à eventual cirurgia ou não. O essencial é pensar na maneira como irá viver quer submetendo-se a ela ou deixando de o fazer. Qualquer um aspirar a viver o melhor, razão pela qual uma das funções da terapêutica é também fazer ver a insensatez do deixar-se arrastar por impulsos momentâneos.
 
 
4. Concertação para o tratamento do paciente
 
No Instituto Terapêutico, todos os integrantes da equipe clínica estão habilitados a ministrar a terapia depurativa Okada, a começar do médico, enfermeiro, restantes profissionais e pessoal voluntário, e como tal estão unidos por uma mesma consciencialização. Funciona aqui o trabalho de equipe, o que quer dizer omo numa orquestra, sob a regência do maestro (médico), cada qual procura executar com o seu instrumento (função) o respectivo timbre (trabalho), resultando numa acção concertada.
 
 
5. Um trabalho sustentado no voluntariado
 
Em quase todos os hospitais convencionais, vigora a relação profissionais médicos versus doentes, a qual é susceptível à ocorrência de atritos. No Instituto Terapêutico, porém, que se apoia no serviço voluntário dos terapeutas das várias vertentes, este actuam como uma ponte de comunicação entre o profissional médico e o paciente, criando-se assim uma camada de amortecimento que diminui eventuais atritos.

Não se pode esquecer que, na maior parte das vezes, o que motiva a cooperação dos nossos voluntários é a gratidão e o reconhecimento pela melhora ou cura experimentadas com o método de saúde e bem-estar Okada. Isto é uma enorme mais-valia, por exemplo, numa situações em que um paciente, desesperado por causa do seu cancro, é casualmente tratado por alguém que, como ele, sofreu da mesma doença e hoje, cheio de saúde, está a se dedicar em favor do próximo.

Médicos e outros profissionais que conhecem o Instituto elogiam este sistema que se apoia em voluntários. Mais do que a conjugação da medicina convencional com o nosso método de saúde peculiar, surpreende-lhes a força de mobilização de tantas pessoas que oferecem graciosamente o seu trabalho. Temos a convicção de que a nossa forma de trabalhar é um modelo do sistema médico do futuro, passível de ser aplicado em todas as instalações que visam a medicina integrativa.

É preciso deixar claro, todavia, que os dados do utente estão protegidos pelo dever do sigilo e que um profissional médico jamais transmite, sem o consentimento daquele, qualquer informações sobre a sua privacidade para um voluntário.